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8 de fevereiro de 2016

For my scars

I hate you.
You are a constant reminder of who I once was.
A traffic light that keeps turning red - don't go that way, you whisper.
You are all the bad thoughts I ever had and put in practice.
You are an imprint of my lack of faith in my own future.
You're the shape of my infidelity towards life.
You're my curiosity for playing with the devil.
You are a game that I lost.
You're my love affair with the parts of me I don't wanna deal with - I like to love them every once in awhile but I never stay long.


I love you.
You look like a paved road.
Your touch shows that even something so ugly can feel so smooth.
You are a traffic light that's always green - you're on the right track, you scream.
You are the proof that my past can almost kill me, but won't. And that's already some kind of future.
You are my loyalty towards surviving.
You are  my compromise with life - we just got married.
You are all the other parts in me still there to be found.
You are the turn in the way, the new place I can become.
You show me how bodies can bruise and get better, how skin can be broken and get better. We just need time.
I am in love with my life. And it doesn't owe me shit.



















22 de novembro de 2015

20 de novembro de 2015

Here we go

Somos agora um quarto do que fomos. Entregamo-nos a quartos com corpos novos, com roupa caída, nunca deixamos a cama vazia, mantemos a cabeça na fantasia para não enfrentar a realidade vazia onde já não há magia onde um dia tivemos tudo. Embebedo-me em cigarros apagados, fumados à velocidade de te esquecer. Entregas-te a copos pagos a miúdas novas que conduzes para o teu corpo. Tocas-lhes como se fossem eu, mas nunca as beijas da mesma maneira que me olhavas. Tu, meu amor, anoiteces-me e eu nunca sei a letra da canção com que te pareces. Percorro o teu corpo como uma estrada. Há semáforos e sinais, e rugas e montanhas, e cabelos e ondas, e tu és uma paisagem que me cansa os olhos. Tens manchas aqui e ali daquelas que amaste sem retorno, dos dias em que te magoaste sem consolo, das feridas que abriste num sufoco. Os teus pulsos já gritaram um dia por socorro, e tu silenciaste-os com lâminas afiadas, apontadas às tuas próprias extremidades. As avenidas tuas são tão diferentes das minhas ruas, meu amor. Sou muito sol e tu és tanta lua. Mas há sempre uma altura do relógio em que nos cruzamos – só temos um céu de distância. As tuas marcas não me fazem confusão, não tenho pena – apenas fico num dilema entre a curiosidade e o respeito pelo espaço que ocupa a tua escuridão. Quantos metros tem a tua tristeza? Por quantas milhas espalhaste as lágrimas? É assim que nascem oceanos… Onde nadamos, somos felizes e nos afogamos…

14 de novembro de 2015

#PrayForParis

Rezem por Paris, se quiserem, mas não se fiquem por aí. 
Rezem pelas pessoas que morreram em Beirute mas pelas quais não há ninguém a mudar a foto de perfil no facebook. Rezem pelas vítimas em Bagdad às quais os noticiários portugueses não dão destaque. Rezem pelas pessoas que morrem todos os dias na Síria, mas como não é perto de nós, não importa tanto.
Rezem pelos ignorantes que vos rodeiam, que perpetuam a xenofobia ao confundirem religião com terrorismo. Rezem pelos que fazem comentários ‘’eles que fiquem na terra deles’’, porque é sinal que não fazem a mínima do que estão a falar. É sinal que vivem felizes, mas ignorantes. E isso é tão triste.

E agradeçam, agradeçam por terem nascido nesta país’zinho à beira mar plantado, que por mais problemas de instabilidade política e económica que tenha, continua a ser um sortudo. Continuamos a poder acordar todos os dias sem dar o devido valor a isso. Continuamos a desprezar a má-fortuna dos outros, porque nunca nos calhou a nós. Continuamos a não dar importância, porque não é aqui, não é com os nossos.


Continuamos a poder estar vivos mais um dia. Continuamos a ser sortudos. Usemos essa sorte para ajudar os que não a têm. 

sexta feira 13

O que aconteceu em Paris e em Beirute foi apenas a confirmação de que não sei mais que mundo é este senão um mundo triste, um mundo que me assusta, um mundo que não faz sentido…
Não usemos o que aconteceu como entrave à ajuda aos refugiados. Se já havia muitas pessoas
contra, tenho a certeza que agora esse número vai crescer – o que é, de facto, lamentável.
Os responsáveis por estes ataques não são os refugiados. Os refugiados são aqueles que têm tanto e mais medo que nós. São os que vivem sob constante ameaça. São os que ainda nem refugiados são pois não encontraram sequer maneira de fugir. Com o acréscimo de terem os olhares de lado dos vizinhos, com o acréscimo de andarem a pagar por um crime que os outros cometeram. Nós não somos melhores se queremos fechar a porta a centenas de inocentes porque entre eles pode haver um culpado. A solução não é essa. Não misturemos cor de pele com carácter. Não ponhamos tudo no mesmo saco: religião não é sinónimo de extremismo.
Não usemos os actos dos terroristas para condenar os inocentes (religiosos ou não, muçulmanos ou não).
Hoje, temos medo. Hoje, a Europa vive assustada. E o resto do mundo também.

E estes, os extremistas, apesar de gritarem ‘’deus é grande’’ enquanto disparam armas, não acreditam em deus de certeza. Eles alimentam-se do medo que causam nos outros, o seu combustível é a xenofobia. Por favor, não lhes deem mais. 

10 de novembro de 2015

sorry for my mess

We were wrong and we knew it but it didn’t matter at the time
‘’This is going so well let’s not face the truth tonight"
Always confusing tomorrow with a land far away
But after midnight the future is today
And we still have no solution for being a mistake
- Now that everyone’s hurt we know the damage we’ve done.

But we actually did what we did, there’s no misunderstanding
My Mr. Wrong, we’ve managed to leave the whole world aching
See I know you’re not the religious kind
Still, you called god’s name when your body’s pressed against mine

We used one another in terrible ways, thrown away like chewing gum
Please don’t blame for how fucked up we’ve become
Please don’t hold regrets, don’t think about pressing charges
Loving each other was a crime we both committed

I’m begging you for a heart break
Leave me so broken that I can never be restored
I’ll live all my life under construction
trying to overcome your appetite for destruction
Did you ever care or did you just hire me to do your dirty job:
To love you in ways you could not?

I’ve won my VIP entry to the fucked up girls society
Where we come to solve our problems with anything but sobriety
And when 3 am hits the clock
I lose my mind’s safety lock:
I let myself wonder how you’re going on inside…
Do you still imagine me by your side?
How much do you have of all right?
How much does the world weight on you tonight?
do you believe we’ve lost our fight?
In your bedside table there’s a novel or my smell?
When you close your eyes do you miss me or just think I put you through hell?
How does the world taste like when you’re sober?
Is the feeling of happiness gone or have you just now discovered it?
Do you enjoy the company of your cigarettes or do they make you feel lonely?
Am I a thought you avoid or the one you use to fill the void?

And through everything, let them talk
I don’t believe a word of what they state
You can in fact be saved!
You need no hero with a cape to come and rescue
You just need to take your mask off and have some rest

As for me, I’m broken in ways I didn’t know I could
But I could be better, in fact I should
One day,
I’ll learn how to receive kindness without confusing it for an attack
I’ll learn how to love boys who know how to love back

And you, be safe, be good, be better
Do not give up into blue
Don’t wear your pain like a tattoo
I know I made your mess tangle with no option to undo
But still I know you’ll be able to break through
And I’m so sorry baby,

I’m the one that should have saved you…

2 de novembro de 2015

à Carolina

Nos mapas estão assinaladas muito mais que ruas,
Estarão distintas a marca de água as tuas aventuras
Avenidas inundadas da tua passagem
Alamedas inteiras com o aroma da tua viagem
Pequenina nos teus 7 anos de existência
És já tão grande e o mundo não te chega
A tua estadia na minha vida deixou-a do avesso
Que nesse caso, é o lado certo.
Dedico-te um sentimento de protecção
Nada afasta a afeição que levo por ti no coração
Levas-me sempre contigo na algibeira?
Mesmo quando fores grande e não me quiseres à tua beira?
Quero ser para ti a resolução da indecisão
Quando tudo for dúvida, quando puseres tudo em questão
Quero ser para ti a busca pelas peripécias
Escolhe o destino, Londres, Marrocos ou Grécia
Quero ser para ti os ouvidos que sempre te escutam
Mesmo quando tudo o resto for luta
Quero ser para ti os olhos que te veem sem rótulos,
estou aqui para todos os teus capítulos
Quero ser para ti a mão que nunca se afasta,
que nunca se gasta de puxar-te para mim.
E quando achares que o mundo não te compreende
Vem ter comigo, a prima entende…
Este bem-te-quero nunca vai ser história antiga
Sucessivas renovações de uma promessa cumprida
É uma verdade intemporal, isto não passa com a idade,
Eu amo-te e isso não tem data da validade
Não sei o que o futuro te reserva,
Se nos ingredientes da tua lata de conserva
Há alto teor de desamores ou kilos de sorrisos
Calorias de sol ou perigos em aviso
A única promessa que te posso dar
É que nunca, mas nunca, me vou afastar
Mesmo estando longe, mesmo quando não me vires

- hoje, parabéns, não pelo calendário, mas por existires. 

16 de outubro de 2015

refuge


You search for my words when you’ve been up all night
Trying to figure out the answers that the moon didn’t give you
And you try to hear mine instead.
You think ‘oh, she has an old soul trapped in an 18 year old body’
but you don’t stop to wonder what made my mind grow this old
Because the process doesn’t really matter,
As long as you like the result.
I will hear you for hours and hours,
My own project to delight upon
I will fight to help you.
You will come again,
Because my words seem to fit just right into your problems,
The resolution of your conflicts.
You’ll use me as your confessional,
Trying to seek in me for your salvation.
But remember,
I don’t rescue – I only listen.
You will tell me your secrets and I will save them
in parts of me that no one gets to see
you’re safe with me.
And I may even ignore my own troubles
with the space yours occupy in me.
There’s no good reason I’m worn as a safe board,
You won’t be the first to use me as a shelter in the middle of the storm
There were ones before you
And there may be ones after
Your stay relies on one thing:

Where are you when it’s my turn to be weak?

What do you do when it's me who wants to scream?
I live under thunders and lightings too,
And I may look strong, 
but sometimes, I'll seek for shelter in you.