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23 de Abril de 2014

confusão nocturna

Ao fazeres perguntas, ao pores as coisas em causa, ao tentares perceber em ti quem és, ou descobrir à tua volta o que é a vida, o que é viver, o que é crescer, estás a expor-te. Passas a estar à exposição ao Universo e à disposição do mundo.
E que é que o universo te dá em troca desse acto de coragem? Um chorrilho de respostas pouco satisfatórias que só te fazem questionar mais. E tu vais dando passos em frente (ou na direcção que for), à procura de mais, à procura do resto do trilho. E de repente olhas e já estás longe, fora da Casa, fora da tua zona de conforto. E é sempre assim, porque agora que começaste, já não podes voltar atrás, não sem antes estares satisfeito e com conclusões.
E estás a caminho e na dúvida é sempre inverno e está frio e está chuva, e tu tens tantas respostas como perguntas por responder.
E os outros ainda estão todos quentinhos à lareira, ingénuos, felizes…que significa mais ou menos a mesma coisa.
A única conclusão é que não há muito para concluir, tudo o que existe pode ser interpretado, até o que não existe na certa, e por isso tudo é inquietação – nós, os outros, as coisas… a viagem só acaba com o fim do turista, que tem na sua plenitude a certeza que existiu. E se não tem, também não faz mal, porque mais dia, menos dia, acaba.


13 de Abril de 2014

Confusion & more

You're the one for me, you're the one. The only thing I need to remind, is that you're not.

24 de Março de 2014



Descobri o que quero ser quando for grande. Livre...

19 de Março de 2014

I want to be especial. 
I want to inspire people. 
I want to be the thought on a pintor’s brush. 
I want to be a written poem. 
I want to be special.

16 de Março de 2014

Lost Alice

Excuse me sir,
Have you seen Alice?

10 de Março de 2014

Aos amigos

Bem, a esta hora já todos devem ter recebido o telefonema. 

Aos que não passaram (eu incluída), espero que não desistam de vocês. É difícil, sim, mas todos sabíamos que havia a hipótese de não passarmos – é assim, para uns passarem outros tinham de ficar para trás. Mas não se deixem ficar por aqui. Acredito que ainda vou ouvir falar de cada um de vocês. Cada um de nós é especial pelas suas próprias razões e não há que ter vergonha, nem que desistir. Sim, agora custa, todos queríamos isto com todo o nosso coração. Mas vão surgir outras oportunidades. Isto é tão cliché que até enjoa, mas é verdade. Falo por mim quando digo que não me arrependo de ter participado, sei que dei o meu melhor e sei que por vocês é igual… Temos de aprender a lidar com o ‘não’ porque ele vai surgir muitas vezes na nossa vida. Não tentamos alimentar esperanças mas elas alimentam-se por si e acho que todos nós a um ponto ou outro imaginámos a nossa vida lá. Mas, mais que não seja, fez-nos/faz-nos crescer.
Sejam vocês mesmos, porque digo-vos, isso é um grande passo. O mundo acabará por vos recompensar. Isto é só uma porta que se fechou, há tantas mais por abrir nesta casa enorme que é o mundo.
Por isso, hoje chorem, gritem, esperneiem, exteriorizem a tristeza, afoguem as mágoas em comida ou embebedem-se: lidem com as coisas à vossa maneira. Mas amanhã, acordem sabendo que é um dia melhor e que as coisas são como têm de ser. Eu acredito em destino, por isso se não foi agora, há de ser outro dia, outra coisa.
E isto tudo pode parecer um discurso escrito e reescrito n vezes, mas mesmo que isto não tenha dado em nada, não podemos desanimar. Foi uma experiência fantástica e se há algo que ninguém nos tira foi os amigos que fizemos. Fico contente por ter participado, independentemente do resultado.

E aos que passaram, muitos parabéns, fico muito contente e sei que estou a ser ‘bem representada’. Desejo-vos toda a sorte do mundo e que vão dando notícias. Eu estou aqui a torcer por vocês.

Deixo aqui o meu nr, 91******* - liguem sempre que vos apetecer 


''WE CANNOT LEARN WITHOUT PAIN."

-Aristotle

2 de Março de 2014

United World College Experience

Chegada a casa, cheia de vontade de abraçar este projecto (ou de ser abraçada por ele). Estou tão cansada que nem descansar consigo, tudo me passa pela cabeça; não consigo dormir, só desassossegar. Parece estranho, talvez irreal que tanta coisa tenha acontecido em apenas dois dias. Mas não é. É real, só que não explicável.
Foi um entrar num mundo à parte. Um mundo que me fascina, um mundo cheio de portas semiabertas pelas quais eu quero passar, um mundo que eu quero descobrir e onde quero viver.
É estranho. Não vos consigo explicar de uma maneira que consigam perceber. E sei que não iria poder falar sobre este sentimento a que não consigo atribuir um nome, com mais ninguém, porque eles não iam saber do que estou a falar. Eles estão no seu mundinho, e eu tive um vislumbre de outro bem mais universal.
Há tanta coisa a dizer, que a melhor opção parece-me talvez ser não dizer nada. Deixar sentir-me as coisas que estou a sentir, porque só poderia partilhá-las de novo com o grupo de pessoas que as experimentou comigo.
Não houve um choque de ‘nacionalidades’ mas sim de novidades. Quem é esta pessoa? Em que é que ela é diferente de mim? O que é que ela pode trazer de novo à minha vida? Depressa descobrimos.
Foi o tirar-me do meu meio pequenino, da minha caixinha, e colocar-me no meio dos Grandes, e dizerem-me ‘’vai, sê tu ’’.
Foi o espirito de equipa, numa equipa que se desconhecia. O perceber que há tanto para aprender com pessoas como eu - como somos tão distintos e temos tanto a mostrar uns aos outros, mas como somos tão iguais em questões tão, tão simples. O medo do desconhecido, que depressa se apagou com humor. A felicidade de me poder conhecer mais enquanto pessoa, e acerca de quem eu sou num grupo. A união com os desconhecidos que me rodeavam. E o saber que estava em casa, estando tão longe dela.
Continuo a achar que amanhã acordo e tudo vai estar mais ameno, nada me vai parecer tão intenso como realmente foi. Por isso escrevo agora – para preservar este sentimento, de já saudade que tenho.
É a única vez que irei escrever sobre isto – talvez porque tudo o que viesse de alturas mais afastadas me parecesse menos sincero, menos puro (e tornar-se-ia foleiro).
Adormeço com a certeza de que mudei um bocadinho, que vai ser uma fronteira que irei recordar, e onde irei buscar empenho para fazer mais, nos dias futuros em que sentir que sou menos.

Tenho um aperto muito bom no coração. Por isto tudo, obrigada, e boa sorte. *Fingers cross*

28 de Fevereiro de 2014

Lookin'

You are white wine on summer afternoons on a table among good friends and a better song.
You are a dream in a night when it’s too cold so I burry my face in the blankets.
You are the sky on every night, especially full moon ones.
You are the cells that run in my body.
You are the darkest of the darknesses.
So I am drunk and I am sleepy and I am tasting stars and I am scratching myself until it bleeds, and I am switching off all of the lights.

But where are you my love? Where are you?