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17 de maio de 2016


Não acredito que fugi e não me levei comigo.

11 de março de 2016

One day I will take the sword you pressed against my back, and it over to you, smile and say "now go. Fight."
One day I will take the moments you weren't there for me and transforme them into words I will have the courage to say to you and will never leave your mind.
One day I will take your infidelity and make it all the times I will never leave my friends alone.
One day I will be able to think about you and don't get so much sadness beneath my eyes.
One day I will take the words you forgot to say to me and make them into cigarettes that I will smoke away and will fade across the sunrise.
One day I will laugh about all the things that one day hurted me. Until then, I speak in poetry. Like it could heal me. Like anything could.

28 de fevereiro de 2016

orações matinais

Queria,
Que nós fossemos os companheiros da lua
Os eternos amigos da rua, crua
Como quando brincávamos à apanhada
E não aos sentimentos
Quando me apanhei neste momento,
Apercebi-me que já te sentia tanto, há tanto tempo

Queria,
Que nós
Não nos sentíssemos tão sós ao lado um do outro
continuar a ver tudo em ti, para além do louco
que tudo isto passasse de sufoco
a preenchimento do oco
no corpo, um do outro
Queria,
que não fossemos a personificação da solidão
que nos  metamorfoseássemos em futuros brilhantes
certezas constantes, alegrias pouco distantes

Queria,
ter tido a despedida,
brindar com uma ultima bebida
a chegada  a novas casas de partida
menos juntos, mais fortes
mais longe, sempre atentos
a minha pessoa errante,
o amor em ebulição,
a telepatia que nos consumia
e só se consumava  quando nos entregávamos
à discussão da nossa pele,
perto.

Queria, queria,
Que já tivesses abandonado a minha mesa de cabeceira
Que não fosses o poema antes de dormir
Queria deixar-te no teu canto,
Príncipe,
Nunca foste encantado,
Apenas e só errado
Quis a todo o custo um bocado,
Da história de encantar…
Esqueço os erros,
Transformo-os em versos
Passo-os pelas minhas feridas,
Para as manter vivas,

Para me manter viva… 

8 de fevereiro de 2016

For my scars

I hate you.
You are a constant reminder of who I once was.
A traffic light that keeps turning red - don't go that way, you whisper.
You are all the bad thoughts I ever had and put in practice.
You are an imprint of my lack of faith in my own future.
You're the shape of my infidelity towards life.
You're my curiosity for playing with the devil.
You are a game that I lost.
You're my love affair with the parts of me I don't wanna deal with - I like to love them every once in awhile but I never stay long.


I love you.
You look like a paved road.
Your touch shows that even something so ugly can feel so smooth.
You are a traffic light that's always green - you're on the right track, you scream.
You are the proof that my past can almost kill me, but won't. And that's already some kind of future.
You are my loyalty towards surviving.
You are  my compromise with life - we just got married.
You are all the other parts in me still there to be found.
You are the turn in the way, the new place I can become.
You show me how bodies can bruise and get better, how skin can be broken and get better. We just need time.
I am in love with my life. And it doesn't owe me shit.



















22 de novembro de 2015

20 de novembro de 2015

Here we go

Somos agora um quarto do que fomos. Entregamo-nos a quartos com corpos novos, com roupa caída, nunca deixamos a cama vazia, mantemos a cabeça na fantasia para não enfrentar a realidade vazia onde já não há magia onde um dia tivemos tudo. Embebedo-me em cigarros apagados, fumados à velocidade de te esquecer. Entregas-te a copos pagos a miúdas novas que conduzes para o teu corpo. Tocas-lhes como se fossem eu, mas nunca as beijas da mesma maneira que me olhavas. Tu, meu amor, anoiteces-me e eu nunca sei a letra da canção com que te pareces. Percorro o teu corpo como uma estrada. Há semáforos e sinais, e rugas e montanhas, e cabelos e ondas, e tu és uma paisagem que me cansa os olhos. Tens manchas aqui e ali daquelas que amaste sem retorno, dos dias em que te magoaste sem consolo, das feridas que abriste num sufoco. Os teus pulsos já gritaram um dia por socorro, e tu silenciaste-os com lâminas afiadas, apontadas às tuas próprias extremidades. As avenidas tuas são tão diferentes das minhas ruas, meu amor. Sou muito sol e tu és tanta lua. Mas há sempre uma altura do relógio em que nos cruzamos – só temos um céu de distância. As tuas marcas não me fazem confusão, não tenho pena – apenas fico num dilema entre a curiosidade e o respeito pelo espaço que ocupa a tua escuridão. Quantos metros tem a tua tristeza? Por quantas milhas espalhaste as lágrimas? É assim que nascem oceanos… Onde nadamos, somos felizes e nos afogamos…

14 de novembro de 2015

#PrayForParis

Rezem por Paris, se quiserem, mas não se fiquem por aí. 
Rezem pelas pessoas que morreram em Beirute mas pelas quais não há ninguém a mudar a foto de perfil no facebook. Rezem pelas vítimas em Bagdad às quais os noticiários portugueses não dão destaque. Rezem pelas pessoas que morrem todos os dias na Síria, mas como não é perto de nós, não importa tanto.
Rezem pelos ignorantes que vos rodeiam, que perpetuam a xenofobia ao confundirem religião com terrorismo. Rezem pelos que fazem comentários ‘’eles que fiquem na terra deles’’, porque é sinal que não fazem a mínima do que estão a falar. É sinal que vivem felizes, mas ignorantes. E isso é tão triste.

E agradeçam, agradeçam por terem nascido nesta país’zinho à beira mar plantado, que por mais problemas de instabilidade política e económica que tenha, continua a ser um sortudo. Continuamos a poder acordar todos os dias sem dar o devido valor a isso. Continuamos a desprezar a má-fortuna dos outros, porque nunca nos calhou a nós. Continuamos a não dar importância, porque não é aqui, não é com os nossos.


Continuamos a poder estar vivos mais um dia. Continuamos a ser sortudos. Usemos essa sorte para ajudar os que não a têm. 

sexta feira 13

O que aconteceu em Paris e em Beirute foi apenas a confirmação de que não sei mais que mundo é este senão um mundo triste, um mundo que me assusta, um mundo que não faz sentido…
Não usemos o que aconteceu como entrave à ajuda aos refugiados. Se já havia muitas pessoas
contra, tenho a certeza que agora esse número vai crescer – o que é, de facto, lamentável.
Os responsáveis por estes ataques não são os refugiados. Os refugiados são aqueles que têm tanto e mais medo que nós. São os que vivem sob constante ameaça. São os que ainda nem refugiados são pois não encontraram sequer maneira de fugir. Com o acréscimo de terem os olhares de lado dos vizinhos, com o acréscimo de andarem a pagar por um crime que os outros cometeram. Nós não somos melhores se queremos fechar a porta a centenas de inocentes porque entre eles pode haver um culpado. A solução não é essa. Não misturemos cor de pele com carácter. Não ponhamos tudo no mesmo saco: religião não é sinónimo de extremismo.
Não usemos os actos dos terroristas para condenar os inocentes (religiosos ou não, muçulmanos ou não).
Hoje, temos medo. Hoje, a Europa vive assustada. E o resto do mundo também.

E estes, os extremistas, apesar de gritarem ‘’deus é grande’’ enquanto disparam armas, não acreditam em deus de certeza. Eles alimentam-se do medo que causam nos outros, o seu combustível é a xenofobia. Por favor, não lhes deem mais.