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23 de maio de 2015

lembras-te da noite em que vimos a estrela cadente? Não...eras tu...
Que nunca te esqueças de te aproximar da maneira certa
que entre nós não caiam os receios de estarmos perto
És o que me resta

14 de maio de 2015

Então ando por aí a tentar lembrar outros com quanta força tu me esqueceste. 

Antiguidades que doem tanto como feridas novas

A, não morras mais.

I could, but I shouldn't

You are so much beautiful when you’re hurt. 

Ilusórias certezas

Sabes, meu caro, não fui eu que te amei.
Tu é que me fizeste isto. Eu não escolhi nada disto. Ninguém me deu a preferir. Não me puseram nenhum boletim à frente onde assinalar o quadradinho, não foste resultado de nenhum tipo de raciocínio lógico, nem de sucessivas tentativas de experimentação que levassem a um resultado científico; nem tão pouco me chegou uma carta ao correio a avisar que isto me ia acontecer – que tu me ias acontecer. Não. Nada de Exma. Inês, nem Cumprimentos muito Seus, nada. Não fui eu que te escolhi. Não fui eu que te amei.
Tu escolheste. Tu escolheste-me. Tu sabias quem eu era. Tu escolheste amar-me, com perfeita sanidade.
Eu estive sempre e só apaixonada por uma ideia. O que, acredites ou não, é muito comum acontecer-me. Apaixona-me a ideia de viajar por esse mundo fora. Sou loucamente doida pela ideia de conhecer pessoas novas. Amo a ideia de ir aqui, ser aquilo. Também tu foste uma ideia – a ideia que eu tinha de ti. Algo ilusório, e que, tal como todos os sonhos, foi esquecido na manhã seguinte. Mas sabes, a minha noite tua foi longa. O sonho ia demorado. E até era daqueles em que sabemos que estamos a dormir, sentimos os lençóis por cima do corpo e as zonas frias do colchão quando mexemos os pés, mas continuamos a sonhar.
Tu eras daquelas ideias tipo erva daninha. Regaste-te sozinho e apanhaste sol quando eu acordei, e foste deixando sementes.
Mas como posso eu amar uma ideia que nunca se concretizou? É que as ideias, meu caro, ou se realizam ou se deitam fora, e tu, já foste para a reciclagem. Separado por bocadinhos – a tua parte, a tua parte que é minha, a minha parte que é tua. Mais o resto. E algumas migalhas que caíram fora do caixote.

Não me culpes meu caro. Não fui eu quem te amou. Nem foi a ti que te amei. Não me culpes. Eu nem queria. Eu só estive apaixonada pela ideia que tive de ti. Não me atires os pesos que tens nas costas à cara. Não me culpes por deixares que a máscara que levas seja o que as outras pessoas entendem pela tua nudez. E dá-me as minhas coisas de volta – as palavras que te disse, as roupas que fui tirando da minha alma camada a camada, só para ti; as horas que te gastei, eu quero os meus segredos de volta. E a minha saudade…oh, quantas saudades que tive de ti, ou de quem pensei seres tu. Tive saudades de uma ideia, vê lá… tudo me parece tão estúpido agora. Dá-me as minhas coisas de volta. Podes ficar com os meus sonhos, para que fiquemos em pé de igualdade. Mas deixa-me dormir. 

10 de maio de 2015

s.

o meu quarto cheira a traição
mas o teu corpo sabe a liberdade

7 de maio de 2015

A vida é curta. E nós somos pouco.